Tudo ou quase Nada


Mundo não te olho nos olhos,doís-me
A tua beleza me corrompe a alma,não és efémera
mas sim moldura que me escraviza
Liberta-me da obrigação de venerar à carne

Canso-me das tuas palavras,
meras cápsulas de tempo que encerram
vivências atrozes de circunstância.
Frases que tentam captar os segundos,minutos e horas,
que de forma austera pedem razões que justifiquem
as acções e a nossa própria vida.

Mãos,instrumentos cruéis que detêm todos os destinos,
ainda não percorridos
Filtros busco sem procurar,o amor
que existe no ranho da ilusão dos que apregoam a felicidade.
Antagonismos,quanto maior o sofrimento maior a bondade.

Dá-me luz,cumpre
prova-me o porque da clausura de divindade ser o absoluto.
Não te quero arrancar das entranhas o futuro.
Rubros e murmúrios me trazem o vento,
sabes que não oiço mentiras,quimeras despidas em noites perdidas.

Terra faminta de sorrisos
alimenta-te de mim,da minha mente faz o teu ideal.
Despede-te de tudo aquilo que nunca sonhaste,
emoções de plástico,objectivos sujos.
Foge e reencontra-te!

Sei de onde vim e para onde vou
cheguei sem malas repleta de inocência,nasci
desprovida de angústias ou incertezas das percas terrenas
Choro alegremente a minha doce ignorância
Seduzem me as pernas inebriantes de ironia fácil

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